Diet & light: você sabe a diferença?

Na hora de comprar um novo produto, sempre vem a dúvida: é melhor levar diet ou light? Muita gente não sabe diferenciar as duas especificações para alimentos usados em dietas e acabam consumindo alguns deles de maneira errada. Veja aqui como distinguir uns dos outros.

shutterstock_114877621Isentos de algum nutriente, como, por exemplo, o açúcar, os produtos diet são indicados para pessoas com diabete ou com intolerância à glicose. Mas, como alerta a nutricionista Paula Castilho, da rede Nação Verde, deve-se ficar atento ao rótulo desses alimentos, pois a quantidade de gordura pode ser muito maior do que a o produto original. Por essa e outras razões, ela recomenda consumir produtos diet com moderação.
Já os alimentos light têm 25% menos calorias que os produtos originais e são indicados para pessoas que fazem dieta com restrição de calorias. Para manter uma alimentação saudável, Paula aconselha dar preferência a alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes, diminuindo o consumo de produtos industrializados.
“Hoje, encontramos nas prateleiras dos supermercados grande variedade de alimentos e bebidas com os rótulos diet e light, desde leites, iogurtes, pães, geléias, refrigerantes e requeijão até panetones, chocolates em geral, barras de cereais, etc. Mas a maioria das pessoas não sabe o que significam estes termos ou faz confusão entre eles, acreditando que são sinônimos. Além disso, poucos verificam a composição de cada alimento, ou seja, não procuram se informar sobre o que é aquele produto contém que o torna diferente dos demais.”

O que é diet?
A nutricionista diz que quando a palavra diet aparece no rótulo de um alimento ou bebida significa a ausência de alguma substância, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, etc. Deste modo, produtos específicos para diabéticos devem ser isentos de açúcar. Já para quem tem problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura, e assim por diante. Mas nem sempre isto quer dizer que há uma redução nas calorias do alimento. “É exatamente aí que as pessoas se enganam. Um exemplo são os chocolates diet, que têm o açúcar substituído por adoçante. Desenvolvidos especialmente para diabéticos, este tipo de chocolate acaba sendo consumido também por pessoas que querem restringir as calorias na sua dieta.”
Segundo Paula, a palavra diet dá muitas vezes uma conotação de que o produto tem baixa caloria e isso acaba estimulando a compra por quem quer emagrecer ou manter a forma. “Mas o que poucos sabem é que a troca do açúcar por adoçantes no momento da fabricação modifica em grande parte a textura do alimento. Para conseguir a textura habitual, os fabricantes acabam adicionando mais gordura, o que faz com que o total de calorias do chocolate dietético (535cal/100g) fique equivalente ao do comum (565cal/100g). O consumidor mal informado paga mais caro por um alimento com as mesmas calorias da versão normal, embora não contenha sacarose.”

O que é light?
Paula explica que os alimentos light contêm baixo teor de sódio, açúcares, gorduras, colesterol, e/ou calorias, mas não são totalmente isentos destas substâncias. Por isto, não estão indicados para dietas específicas. “Os produtos classificados como light devem ter uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado nutriente e/ou calorias em relação ao alimento tradicional. No caso de alimentos sólidos, o valor total da redução de calorias deve ser de no mínimo 40 calorias para cada 100g de alimento e para alimentos líquidos esse valor cai para 20 calorias.”
Assim como os diet, os produtos light também podem confundir as pessoas mal informadas. A nutricionista chama a atenção para a existência de adoçantes rotulados como light que podem colocar em risco a saúde dos diabéticos, pois contêm açúcares em sua composição. Ela diz que o rótulo do produto deve trazer obrigatoriamente o nome nutriente que foi eliminado pelo fabricante com o objetivo de tornar o alimento light.

Comprar ou não comprar?
Diet, light, shakes, sugar free, fat free, slim, low…. O brasileiro tem uma atração especial por rótulos em inglês e parece que isto dá ao produto mais confiabilidade. Mas Paula garante que consumir somente produtos diet e light não são garantia de saúde. Ela lembra que existe uma infinidade de alimentos cujos rótulos prometem maravilhas e que, muitas vezes, não passam de propaganda enganosa. “Há anúncios de alimentos e bebidas no rádio, TV, jornais e revistas que prometem o impossível, comprometendo inclusive a saúde do consumidor desinformado. Por isto, é fundamental ler atentamente os rótulos dos produtos, verificando sua composição e a quantidade de calorias e de aditivos químicos. Caso reste alguma dúvida sobre alguma substância presente na formulação, deve-se perguntar a um nutricionista, químico, médico ou farmacêutico.” Outro conselho de Paula Castilho: “consumir apenas produtos de indústrias idôneas, éticas, que se preocupem realmente com seus consumidores.”

Dicas para uma vida saudável
* Adoçantes: sacarina, aspartame, ciclamato, steviosídeo, acessulfame-K, sucralose. Todas são substâncias edulcorantes, artificiais ou naturais, muito mais doces que o açúcar e responsáveis pelo sabor dos adoçantes. Geralmente adoçam o alimento com muito pouca ou nenhuma caloria e exercem um papel importante, porque entram na composição de muitos alimentos diet ou light. Embora indicados especialmente para obesos e diabéticos, hoje são usados também por quem quer manter a forma física ou restringir o nível calórico da alimentação. Mas Paula Castilho alerta que, assim como o excesso de açúcar não faz bem, o adoçante também pode prejudicar a saúde. Por isso, ela recomenda que a menos que exista um problema de saúde, como a diabete, por exemplo, as pessoas prefiram ingerir pouco açúcar do que adoçante em grande quantidade.

 

* Produtos light que contenham menor quantidade de gordura são muito melhores para a saúde do que os tradicionais. A nutricionista explica que leites, iogurtes, requeijão, queijos, maioneses, creme de leite, batatas fritas e pipocas com teores mais baixos de gordura devem substituir os convencionais. “Em geral, estes alimentos têm uma concentração maior de outros nutrientes importantes para a saúde. É o caso do cálcio em leite e derivados, que costuma vir em maiores quantidades nos produtos light.” Mas Paula lembra: “Não é por que estes alimentos contêm teores menores de gordura que se pode comê-los à vontade. O excesso também faz mal. Maionese, creme de leite, batatas e pipocas não devem ser consumidos diariamente.”
* Refrigerantes e sucos diet ou light devem ser consumidos com moderação. “As fórmulas em pó, verdadeiras misturas químicas, são ainda mais prejudiciais,” alerta Paula. Ela aconselha trocar sempre um copo de refrigerante por um de suco natural, rico em nutrientes importantes para o organismo.
Consultora: Paula Castilho, nutricionista da Rede Nação Verde, especialista em Nutrição Clínica pelo GANEP, capacitada em Fitoterapia em Nutricosméticos e diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição

Tel: (11) 41132806 / (11) 41132809
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