A má qualidade do sono prejudica a pele e o cabelo

Se há algo em que todos nós concordamos, quase como um consenso mundial em pensamentos, certamente é que os últimos meses não foram fáceis. Toda as inseguranças, incertezas, ansiedade e estresse que tivemos nesse duro período influenciaram um dos nossos momentos mais importantes para a recuperação da nossa saúde e beleza: o sono. “Ele é uma parte importante dos cuidados com a saúde. Durante o período, o corpo entra em um modo regenerativo e construtivo. O ideal é ter entre sete a oito horas de sono e de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco. Temos evidências extensas de que dormir cinco horas ou menos aumenta consistentemente o risco de condições adversas à saúde, como doenças cardiovasculares e até longevidade”, diz a Dra. Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. “E no caso do sono, a qualidade é crucial para um descanso real. Esse período, quando realmente satisfatório, é reparador e extremamente importante para o funcionamento do sistema imunológico”, afirma o Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Se você continua a ver o seu cabelo caindo, sua pele criando marcas de expressão ou espinhas, é provável que seu sono ainda não esteja suficientemente bom.

Segundo a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é comum o aparecimento de problemas de pele e até mesmo a aceleração do envelhecimento por conta de problemas como a insônia ou má qualidade do sono. “Além das características genéticas, as olheiras também podem surgir por maus hábitos, de sono principalmente. Como a queda capilar pode estar relacionada também ao estresse, e a insônia pode ser uma consequência disso, esse problema também pode acontecer. Também por causa do sono, estresse e fadiga crônica existe o comprometimento das glândulas seborreicas produzindo óleo por vários gatilhos, o que resulta em acne e dermatite seborreica no couro cabeludo (caspa)”, afirma a Dra. Claudia. A má qualidade do sono pode até acelerar o envelhecimento da pele, causando rugas e flacidez. “Isso acontece porque é no momento do sono que as células são renovadas e os radicais livres eliminados”, afirma o Dr. Mário. Essa má qualidade duradoura do sono é suficiente para acentuar linhas finas, piorar o viço da pele e exigir tratamentos de consultório – que só terão efeito duradouro se você melhorar seus hábitos de vida incluindo o sono.

Acerte o seu sono – Além do sedentarismo, passar grande parte do dia deitado e dormir pouco em vários horários do dia, existem alguns hábitos que muitas pessoas consideram saudáveis e até acham que melhoram a qualidade do sono, mas que não são indicados. Por exemplo: aquele copo de vinho depois do jantar. “Não é recomendado, pois reduz drasticamente a qualidade do sono e do descanso, nos remove dos estados mais profundos do sono e pode até nos forçar a acordar”, diz o Dr. Mário. Além disso, as refeições mais pesadas antes de dormir também podem influenciar negativamente. A tecnologia é, também, apontada como um dos grandes problemas que podem estar condicionando o sono de tantas pessoas. Cerca de 90% da população diz usar o celular, a TV ou outro dispositivo eletrônico até adormecer. Esses dispositivos também emitem luz azul, e é essa luz que diz ao nosso cérebro para acordar e estar alerta pela manhã. Para dormir bem, fique longe de aparelhos como celulares, computadores e TV antes de se deitar e faça refeições mais leves à noite.

            A dica é substituir essas tecnologias por tarefas realmente relaxantes. “Tente dormir fazendo algum tipo de leitura ou meditação, principalmente próximo ao horário convencional que você dormia antes do isolamento social”, diz o Dr. Mário. “A atividade física, que também é necessária nesse período, deve ser preferencialmente feita no período da manhã; ou antes ou logo após o café, para quem tem problema em fazer exercício em jejum. Sugerimos sempre dessa forma, pois à noite ela pode atrapalhar o sono”, acrescenta o médico. As refeições antes de dormir também devem ser mais leves e vale investir no poder do chá de camomila. Outros rituais que podem ajudar é tomar um banho relaxante, acender uma vela e usar produtos e hidratantes faciais com aromas calmantes, como lavanda e sândalo.

Tratando as alterações – Mas uma vez que seu sono melhorou, sua pele e cabelo podem não seguir no mesmo rumo automaticamente. Isso acontece porque, muitas vezes, a má qualidade do sono é apenas um dos gatilhos que arruínam a beleza da pele. “O melhor é buscar ajuda de um dermatologista ou cirurgião plástico, até mesmo os dois, para recuperar a saúde e beleza da pele em tratamentos de envelhecimento”, afirma o Dr. Mário Farinazzo. “No caso das rugas, existem muitos tratamentos que podem ajudar a tratar rugas no rosto e pescoço. Embora os de lifting facial sejam os mais conhecidos e definitivos, outros podem optar pelos injetáveis para paralização muscular (toxina botulínica), preenchimento (ácido hialurônico) e estímulo de colágeno (bioestimuladores), que também trazem bons resultados”, afirma o cirurgião plástico.

            No caso da queda capilar, a Dra. Claudia Marçal afirma que o tratamento vai ser caso a caso e sempre o dermatologista especialista que vai escolher a melhor conduta. “Em consultório também existe muita tecnologia que vai estimular esse crescimento, com os tratamentos de aplicação local, e na forma de plataforma com microagulhamento de ouro com 25 agulhas. O microagulhamento vai a 1.5 mm e vai fazer estímulo da papila dérmica. Além dele, temos os lasers de baixa frequência, LEDs, lasers fracionados não ablativos, aplicação posterior, como drug delivery, de minoxidil, as vitaminas como biotina, piridoxina, b-pantenol, enfim, existe um mix muito grande de vitaminas que usamos logo após os procedimentos. E isso é algo escolhido para cada paciente, é feita uma customização. Existe muita tecnologia hoje à disposição, nós utilizamos na complementação do tratamento domiciliar com os resultados mais rápidos, mais expressivos, e nós temos respostas que se mantém por muito mais tempo”, afirma a médica.

            No caso da acne, o tratamento é multifatorial e há uma influência genética forte. “Alguns indivíduos apresentam mais acne e inflamação. É comum observar, por exemplo, uma concordância maior de acne em gêmeos, então existe sim uma influência genética bem relevante. E essa influência genética está associada com um processo inflamatório, geralmente por conta do gene TNF-alfa, que está associado com o maior ou menor risco de acne dependendo do genótipo (conjunto de genes que não são modificados naturalmente)”, afirma o geneticista Dr. Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.  Por isso, pode ser importante um exame genético para ajudar no tratamento: “Quando você sabe qual o genótipo do gene TNF-alfa, você consegue modular a expressão desse gene. Então se é um processo inflamatório exagerado que está piorando a acne, o que você pode fazer: você genotipa alguns genes, o TNF-alfa é um deles que está associado com o processo inflamatório, e se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, você vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene”, diz o geneticista. Com isso, o tratamento acaba sendo mais rápido e eficiente.



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