Perda de tônus muscular aumenta riscos de fraturas

A massa óssea apresenta seu pico de desenvolvimento até os 35 anos. A partir dessa idade, ocorre uma perda natural de massa muscular e óssea. O decréscimo da massa óssea em função da idade ocorre lentamente (aproximadamente de 0.5 a 1% do valor inicial por ano). Após a menopausa, a mulher pode perder até três por cento da massa óssea por ano. “Todos passarão por isso, mas com intensidade diferente, dependendo do estilo de vida e da herança genética da pessoa”, explica a Dra. Pérola Plapler, membro da Comissão Cientifica da ABRASSO – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.

sol

Dra. Pérola destaca que a atividade física é importante para manter os ossos saudáveis, já que eles respondem aos estímulos dos músculos. “Além disso, inserir fontes de cálcio na alimentação e banhos de sol por 15 minutos diariamente são medidas que ajudam na prevenção da osteoporose”, sugere Plapler. A sarcopenia, nome dado a esta perda da força e da fibra muscular está associada, principalmente, ao envelhecimento.

Doenças cardíacas, pulmonares, câncer, depressão, entre outras, também são fatores de risco para a sarcopenia. Para prevenir este problema é preciso manter uma alimentação saudável com ingestão adequada de proteína, combinada a exercícios físicos, principalmente musculação.

O músculo é constituído por dois tipos principais de fibras: a lenta e a rápida. A fibra lenta age nos movimentos estáticos, como ficar de pé ou inclinar o corpo. Já a fibra rápida permite os movimentos mais ágeis. No envelhecimento a fibra rápida costuma se perder e a fibra lenta assume sua função. Assim, passamos a ter mais fibras lentas do que rápidas, fazendo com que os movimentos fiquem mais lentos. Essa lentificação, associada à perda de força, pode piorar o equilíbrio e dificultar os reflexos de defesa, o que pode deixar as pessoas mais suscetíveis a quedas e fraturas.
Os ossos e os músculos são importantes por serem responsáveis por sustentarem, protegerem e movimentarem o corpo. “No entanto, ambos precisam estar em equilibro para não prejudicar a função um do outro. Músculos fortes e ossos frágeis favorecem fraturas, que podem ocorrer no local onde o músculo se insere no osso. Ossos fortes e músculos fracos causam problemas funcionais, uma vez que os músculos não conseguem ao se contraírem, promover movimento. Consequentemente, também aumentam o risco de fraturas”, esclarece Pérola.
Com a diversidade de estudos, cada vez mais aprofundados percebe-se uma correlação intensa entre cartilagem, ossos e músculos, fazendo com que um estimule ou bloqueie a ação do outro. “Entretanto, mais estudos estão sendo feitos para entender os mecanismos e assim, será possível melhorar a força muscular, a densidade dos ossos e a qualidade da cartilagem, evitando as fraturas decorrentes de um desequilíbrio”, finaliza a membro da ABRASSO.



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