Rinomodelação: preenchedor pode modificar nariz ou preparar para cirurgia

A rinoplastia é um dos procedimentos mais realizados em Cirurgia Plástica. Isso por que o procedimento é indicado para corrigir questões como obstrução ou desvio de septo, além de correções estéticas relacionadas ao tamanho, formato e harmonia do nariz. Mas, recentemente surgiu a opção da rinomodelação, uma técnica menos invasiva que usa preenchedores como o ácido hialurônico para modificar o nariz sem a necessidade de bisturi. “Como o nariz tem grande influência na harmonia da face, a técnica de rinomodelação tem sido muito realizada por aqueles que ainda não se decidiram pela cirurgia”, explica o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Departamento de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “Com um resultado temporário, já que o ácido hialurônico é reabsorvido pelo organismo em até um ano e meio, o procedimento pode servir como preparação para o procedimento cirúrgico da rinoplastia”, acrescenta o médico.

De acordo com o Dr. Mário Farinazzo, por meio do tratamento, mesmo que de forma sutil, o paciente consegue ter uma prévia de como será o formato do nariz caso opte pela cirurgia plástica.

Como é feito o procedimento – Após uma análise da face, o cirurgião plástico identifica os locais que podem ser melhorados e como essas alterações afetarão o aspecto geral. “Em seguida, é aplicado um anestésico tópico para minimizar o incômodo. O ácido hialurônico é administrado com uma agulha nas regiões previamente definidas”, diz o médico. O procedimento dura em média uma hora e não há downtime, ou seja, o paciente pode retornar às atividades logo após o tratamento. “Alertamos apenas que fica limitada a prática de exercícios no dia”, diz o Dr. Mário. O paciente deve retornar ao consultório no sétimo dia após a rinomodelação, momento em que o médico avaliará a necessidade ou não de um ajuste na aplicação.

As regiões escolhidas para a aplicação dependem de cada caso, mas as mais frequentes são o dorso do nariz, para disfarçar a giba (“calombo no nariz”); a ponta, para melhorar a projeção; e as laterais, para corrigir assimetrias. “É importante salientar que na rinomodelação o cirurgião plástico fará as correções com base na estrutura facial do paciente, respeitando aspectos étnicos, para que o resultado tenha efeito natural”, diz o médico.

Mas o médico alerta que a técnica é mais indicada para pacientes com leves assimetrias e imperfeições no nariz. “O tratamento colabora para melhorar o aspecto da giba óssea (o rechaçado calombo) e pode ser usado, de forma comedida, para levantar a ponta do nariz. Entretanto, é necessário muito cuidado ao levantar a ponta do nariz com ácido hialurônico para não evidenciar muito a columela, que é a divisão entre as narinas”, alerta. “Por isso, é fundamental que o procedimento seja feito por um médico que tenha expertise em estruturas faciais que também saiba lidar com a área que é repleta de estruturas nobres como nervos e vasos. É fundamental que o profissional tenha em seu consultório ou clínica a hialuronidase, enzima capaz de retirar o ácido hialurônico em caso de uma resposta indesejada no paciente”, completa o médico.

            Apesar de bons resultados, a técnica é mais limitada, uma vez que não tem capacidade de correções na funcionalidade do nariz, além de seu efeito temporário. “No procedimento cirúrgico da rinoplastia, podemos associar a questão estética com a funcional, corrigindo problemas de dificuldade de respiração por conta de hipertrofia de cornetos ou desvio de septo”, diz o cirurgião plástico.

Por fim, o médico lembra que a consulta com o cirurgião plástico é fundamental para esclarecer as dúvidas sobre o procedimento e verificar a indicação dessa ou de outras técnicas.



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