Exclusivo: Tudo sobre o uso de microcorrentes em cicatrizes cutâneas

Por: Profa. Margareth Feres

faceAs pesquisas realizadas em todo o mundo demonstram a eficácia cientificamente comprovada da ação das correntes elétrica em vários tratamentos. Watson (1998) comprovou-se auxílio na aceleração de consolidação óssea com o uso de microcorrentes elétricas. Cheng et al em 1982, iniciaram um trabalho que demonstraria ao mecanismo de ação das microcorrentes elétricas, onde o aumento da concentração trifosfato de adenosina, ou seja, o ATP, aumento da síntese da proteína, aceleração do transporte através da membrana celular e outros efeitos em nível intracelular. A partir desta,  várias outras pesquisas foram realizadas afirmando os efeitos  biofísicos e terapêuticos através da microcorrente elétrica.

 

A microcorrente elétrica é uma eletroestimulação que utiliza correntes de baixa intensidade na faixa dos microamperes , sendo de baixa freqüência podendo apresentar correntes contínuas ou alternadas .É utilizada em nível subsensorial ou sensorial muito baixo, com uma corrente elétrica que opera em menos de 1000mA. (Robinson e Snyder-Mackler,20001; Kirsh & Mercola, 1995; Kirsch&Lerner,1987; Wing, 1989)

 

A utilização de estimulação elétrica exógena em cicatrização de feridas não é revolucionária pois existem relatos publicados no século XVII. Du Bois Reynond (1860) apresentou uma descrição original de correntes de “lesão” que se encontravam nas feridas da pele humana, ele verificou que o dedo lesionado e sangrando era eletricamente positivo em comparação com um dedo intacto (revisado em Borgens, 1982).

 

A cicatrização de uma ferida é mediada, pelo menos em parte, por sinais elétricos, então pode-se esperar que a exposição artificial de feridas elétricas à estimulação elétrica altere o processo de cicatrização (Weiss, 1990).

 

Os tecidos vivos possuem eletro potenciais de corrente direta que aparentemente regulam, pelo menos em parte, o processo de cicatrização/reparo. Em seguida à lesão do tecido, é gerada uma corrente de lesão, que, conforme se pensa, dispara o reparo biológico. Foi demonstrado que estímulos elétricos exógenos incrementam a cicatrização de feridas tan­to em seres humanos como cm modelos de animais (Carley e Wainapel, 1985; Grif­fim et tiL, 1991).

 

Jaffe e Vanable (1984) provaram que a bateria cutânea dos mamíferos é muito significante (pelo menos em seres humanos e em cobaias) e pode manter voltagens de potenciais transcutâneos de até 80mV (positivas internamente), tendo uma capacidade de impulsão da corrente da ordem de 1mA/mm de comprimento da ferida.

 

Burr etal. (1938) demonstraram mudanças de potencial na lesão, por toda a extensão da cicatriz em animais de laboratório; seguidamente em 1940, estes autores mediram eletro potenciais de superfície sobre os locais de cicatrização de incisões em pacientes submetidos à cirurgia abdominal.

Foi observada que os potenciais elétricos sobre as feridas eram, a princí­pio, positivos, mas tornavam-se negativos depois do quarto dia, permanecendo negativos até que se com­pletasse a cicatrização. O potencial negativo da feri­da foi associado à fase proliferativa da cicatrização (Weiss, 1990).

 

O potencial transcutâneo numa ferida que foi praticada diretamente através da epiderme é igual a zero, enquanto que, a alguns milímetros de distancia ocorre uma voltagem transcutânea normal de 40-80mV. Portanto, há um gradiente de voltagem lateral entre a ferida e a epiderme adjacente. Junto à ferida, a superfície externa da camada viva é eletricamente positiva, com relação à superfície externa da camada viva afastada da ferida (Jaffe eVanable, 1984).

 



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