Cicatriz pós cesária: saiba como corrigir

A decisão de parto normal ou cesária talvez seja uma das mais importantes na vida das mulheres que decidem ter filhos e acaba sendo um marco na vida delas. Apesar de, muitas vezes, não depender de uma escolha, mas sim de uma necessidade, a cirurgia cesária deixa marcas físicas nos corpos dessas gestantes, se tornando um dilema, que pode afetar a saúde mental e a autoestima. Por isso, existem hoje diversas técnicas para corrigir a cicatriz e melhorar a aparência dessas pessoas.

O esperado após passar por esse procedimento de parto é ficar com marca no corpo para sempre e muitas mulheres que trouxeram uma nova vida ao mundo acabam não se importando com isso. Geralmente com o passar do tempo, a dor decorrente da cirurgia vai desaparecendo, e os sinais diminuindo.

Se torna um problema quando essa linha, que deveria ser fininha e clarear com o passar do tempo, se torna espessa e escurecida. Esse resultado indesejado pode ocorrer por conta de um pós-operatório que não respeitou o repouso e os cuidados necessários ou até da própria genética. O especialista Bruno Luitgards, cirurgião plástico, explica que existem dois tipos de cicatrizes que fogem da normalidade: as hipertróficas e as queloides.

A cicatriz hipertrófica, nada mais é que uma elevação em relação ao tecido original. Essa elevação em relação ao restante do tecido é um excesso de produção de colágeno pelos Fibroblastos. A queloide é uma cicatriz volumosa de cor vermelha ou escura, que pode surgir em qualquer parte do corpo que passou por algum trauma, como, por exemplo, cirurgias e até mesmo tatuagens. As duas em muito se parecem, a diferença é que, segundo o Ministério da Saúde, a queloide costuma ultrapassar o limite do trauma e criar pele além de onde foi o ferimento. Já a cicatriz hipertrófica fica nos limites da ferida, podendo até regredir posteriormente.

Justamente quando a cicatrização se torna um processo anormal da pele e acaba resultando em marcas elevadas, irregulares, escuras e que incomodam quem as carrega, é que surge o procedimento estético para corrigir essas imperfeições e tornar o momento da maternidade ainda mais feliz. Essa técnica consiste em reabrir o ponto em que se fez a cirurgia anterior e refazer todo o fechamento da ferida. “Esse procedimento pode trazer resultados completamente diferentes para a pele da mulher”, afirma o cirurgião plástico Dr. Bruno Luitgards.

Indicação

Apesar de ser um procedimento que serve para qualquer tipo de cicatriz, não é todo mundo que pode fazer. Precisa-se de indicação médica para isso. Uma das características necessárias para a realização da correção é a cicatriz possuir uma parte elevada e estar avermelhada. “Além disso, outro motivo é quando a paciente tem dor na região da cicatriz no pós-operatório. Nesse aspecto, a cirurgia estética surge para melhorar a qualidade de vida da paciente”, acrescenta o cirurgião plástico. Essa dor ocorre porque a região da incisão fica com uma sensibilidade reduzida porque existe alteração das terminações nervosas do local, isto é, significa que elas foram destruídas durante o procedimento e o organismo demora esse período para reconstruí-las.

O ideal para minimizar a cicatriz seria utilizar um fio diferente na hora de fazer as suturas. “O procedimento pode ser feito tanto para cirurgia de cesárea quanto para outros tipos de cicatrizes, inclusive cicatrizes de trauma podem ser corrigidas e melhoradas”, afirma Dr. Bruno Luitgards.

Existem ainda outras formas não invasivas de tratar as cicatrizes, como, por exemplo, a realização de uma betaterapia — um tipo de radioterapia — no local, já no segundo ou terceiro dia após o procedimento cirúrgico, também podem ajudar. Além isso, outra forma de tratar essa marca indesejada é com a recomendação médica de cremes tópicos que trabalham para inibir a formação de uma cicatriz hipertrófica.



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