Saiba o que são e como se prevenir das doenças de pele mais comuns

A pele é o maior órgão do corpo humano e, assim como qualquer órgão, é suscetível a certas doenças que podem irritar, obstruir e inflamar sua extensão. Até patologias graves, como o câncer de pele, podem passar despercebidas e comprometer a sua saúde e a sua aparência. Pensando neste problema e na importância da prevenção e do tratamento dessas alterações, a dermatologista Dra. Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD) explicou quais são as doenças mais comuns que atingem a pele e como trata-las. Confira:

Acne – A acne é uma das doenças de pele mais comuns e ocorre quando as glândulas sebáceas produzem uma quantidade excessiva de sebo, que se mistura com as células mortas da pele, e, assim, acaba obstruindo os poros. Então, as bactérias que ficam localizadas nessa região geram uma inflamação, levando a formação de espinhas. “As causas são variadas e podem ser devido a herança genética, alterações hormonais ou até mesmo pelo excesso de gordura nos alimentos. O tratamento da doença consiste na higienização correta da área duas vezes por dia e no uso de cremes e loções receitados pelo dermatologista, com substâncias como o peróxido de benzoíla e ácido retinóico. Além disso, é importante não espremer as pústulas, pois isso pode levar à infecção, inflamação e formação de cicatrizes na área”, explica a especialista.

Melasma – Muito comum em mulheres durante mudanças hormonais, como na gestação, o melasma é uma dermatose caracterizada por manchas escuras e simétricas que surgem nas maçãs do rosto, testa, nariz e lábio superior. Segundo a Dra. Valéria, a doença ocorre devido a produção em excesso de melanina pelos melanócitos, o que leva a uma hiperpigmentação da pele, formando assim as manchas. Porém, não tem causa definida, estando relacionada ao uso de anticoncepcionais, à gravidez, a predisposição genética e, principalmente, à exposição solar. “O melasma não tem cura e o quadro é crônico com momentos de melhora e piora. Por isso, o tratamento é voltado para o controle e prevenção de novas manchas e a fotoproteção é o item número um nos cuidados com a doença. Além disso, podem ser utilizados para controle do melasma suplementos orais com ativos antioxidantes, peelings, cremes clareadores e lasers de ND:Yag”, completa.

Dermatite atópica – Também conhecida como eczema, a dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de dermatite. É uma doença crônica que causa inflamação na pele, resultando em lesões avermelhadas que apresentam crostas, coçam e descamam. A causa exata dessa doença ainda é desconhecida, mas geralmente está ligada a predisposição genética ou a outras doenças como asma e rinite alérgica.  “A dermatite atópica é mais comum na infância, podendo desaparecer ou piorar com o tempo, e seu tratamento consiste no uso de hidratantes, cremes com corticoides e anti-histamínicos orais visando o controle da coceira e a redução da inflamação da pele. Além disso, é importante também fortalecer a barreira da pele, evitando o contato com substâncias alergênicas como pólen, poeira, areia e produtos de limpeza”, explica a dermatologista.

Câncer de pele – O câncer de pele é o tipo de tumor mais incidente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. De acordo com a Dra. Valéria, este tipo de câncer é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e pode ser do tipo não melanoma ou melanoma, sendo este último o mais perigoso. Entre suas principais causas estão a genética e a exposição solar prolongada e sem proteção. “O câncer de pele pode e deve ser tratado e o diagnóstico precoce é muito importante para se obter a cura. O tratamento mais indicado para a doença é a cirurgia para retirada do tumor. Porém, em algumas situações, apenas a cirurgia pode não ser suficiente para a retirada total do tumor. Nesses casos, o médico pode indicar outros tratamentos, como a destruição das lesões por radioterapia ou terapia fotodinâmica”, alerta.

Prevenção
Devido ao fator genético, é difícil evitar a primeira aparição de algumas das doenças acima. Porém, é possível controlá-las através de alguns cuidados preventivos. Por exemplo, medidas como alimentar-se bem e higienizar e hidratar a pele adequadamente podem ajudar a prevenir estas patologias. “Além disso, o filtro solar é indispensável e deve ser aplicado diariamente a cada duas horas ou quando necessário, independentemente da estação do ano e até mesmo em dias nublados. Consultas regulares com um dermatologista também são de extrema importância, pois apenas ele poderá diagnosticar e indicar tratamentos para cada caso”, finaliza a médica.

Fonte: Dra. Valéria Marcondes – Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.



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