Preenchedores e toxina botulínica de baixo custo podem causar infecções

A aplicação de toxina botulínica e substâncias preenchedoras para rejuvenescer a face tem ficado cada vez mais popular. Segundo dados divulgados em 2016 pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os procedimentos não cirúrgicos, como o preenchimento e a toxina botulínica, chegam a ocupar 47,5% da agenda de especialistas. O problema é que, com a demanda por injetáveis crescendo cada vez mais, começam a surgir versões mais baratas destes procedimentos que, apesar de parecerem um bom negócio à primeira vista, podem trazer sérias complicações. “A aplicação de produtos de qualidade duvidosa pode levar a consequências como irritações, reações inflamatórias, alergia e infecções., alerta a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Por isso, é importante tomar alguns cuidados, como desconfiar de lugares que dizem aplicar toxina botulínica ou preenchedores por um preço muito menor que o convencional, já que é possível que o produto esteja vencido ou tenha sido adquirido ilegalmente. “O ideal é que você não busque a opção mais em conta e sim a de melhor qualidade, já que é comum que profissionais que oferecem estes procedimentos por preços muito mais baratos usem produtos vencidos ou então importados de países que não possuem regulamentações tão rígidas quanto à qualidade da substância, o que aumenta o risco de complicações”, explica a especialista.

No caso da toxina botulínica, é essencial também que você tenha certeza do que vai ser aplicado e a diluição feita do produto, pois grande parte destes profissionais que realizam procedimentos de baixo custo diluem excessivamente as substâncias que vão ser usadas, o que, além de minimizar seu efeito e diminuir o tempo de duração pode aumentar as chances de resistência à toxina. “Quando falamos de preenchedores o cuidado deve ser ainda maior, pois ainda hoje são utilizadas substâncias como o metacrilato, um preenchedor permanente e de baixo custo que, apesar de ter registro na ANVISA, possui uma grande taxa de complicação a longo prazo, podendo provocar o aparecimento de nódulos endurecidos e avermelhados que necessitam de cirurgia para serem retirados”, destaca.

Por fim, é fundamental que você se certifique de que o procedimento será realizado por um profissional especializado, já que, além de usarem produtos de qualidade duvidosa, muitas pessoas que dizem realizar estes procedimentos por um preço menor não são nem mesmo qualificadas. “Além da qualidade do produto, você precisa verificar se o profissional que realizará a aplicação é qualificado, devendo ser médico dermatologista ou cirurgião plástico, já que a falta de conhecimento da anatomia pode levar a danos nos nervos e vasos sanguíneos e até mesmo causar cegueira ou paralisia”, finaliza a Dra. Beatriz Lassance.

Fonte: Dra. Beatriz Lassance – Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery.



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