Os 3 tipos mais comuns de alergias de pele

A pele, o maior órgão do corpo humano, está constantemente suscetível a uma série de alergias que podem irritar e inflamar sua extensão. Em geral, estas alergias são acompanhadas de vermelhidão e coceira, que, na maioria das vezes, podem ser resolvidas com medidas simples, chegando até mesmo a desaparecerem sozinhas. Porém, algumas dessas condições podem evoluir para complicações mais graves se não forem tratadas. Para ajudar a entender a quais sinais ficar atento, a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, listou as três alergias de pele mais comum e explicou por que ocorrem. Confira:

– A Urticária alérgica é o tipo mais comum entre as alergias de pele e manifesta-se na forma de placas avermelhadas que causam coceiras e podem aparecer em qualquer parte do corpo. Não contagiosa, assim como as demais alergias, e quase sempre inofensiva, a urticaria alérgica é causada pelo contato com uma substância que desencadeia a alergia, como alimentos, pelos de animais, picadas de insetos, tecidos, medicamentos, poeira, maquiagens e cosméticos. “Porém, em muitos casos, a origem não é alérgica, já que diversas doenças infecciosas, como gripe e mononucleose, podem causar os aparecimentos de manchas vermelhas e coceira na pele”, explica a Dra. Thais. “O diagnóstico é clínico e o primeiro passo para o tratamento da urticária alérgica é suspender o contato com o agente que desencadeou os sintomas. Dessa forma, as lesões tendem a desaparecer gradativamente, podendo ser usados também anti-histamínicos orais para aliviar os sintomas.” Uma recomendação importante é evitar coçar a pele para prevenir a formação de feridas. Para aliviar o desconforto opte por um banho com água em temperatura baixa ou compressas frias.

Assim como a urticária, o angioedema manifesta-se na forma de manchas vermelhas que causam coceira. Porém, por atingir mucosas e camadas mais profundas da pele, o problema é mais grave e conta com outros sintomas, como cólicas abdominais, problemas para respirar, dor, calor e inchaço nos lábios, em torno dos olhos, mãos, pés e região genital. “Diversos fatores podem desencadear o angioedema, incluindo genética, doenças autoimunes e infecciosas, disfunções da tireoide, alguns tipos de câncer e fatores ambientais, como calor e frio. Porém, o risco de aparecimento da condição é maior em pessoas que já tiveram um quadro prévio de urticária e são reexpostas a substância que desencadeou o problema na primeira vez”, destaca a médica. “O angioedema é um problema comum e, nos casos mais leves, o tratamento é similar àquele indicado para a urticária. Mas, em casos mais graves, o angioedema pode trazer riscos à vida, já que o inchaço causado pela condição pode afetar as vias respiratórias, além de existirem chances de o problema evoluir para um choque anafilático. Nesses casos, é fundamental buscar um médico imediatamente para que seja realizado o tratamento com medicamentos injetáveis que visam interromper a reação alérgica.”

– A dermatite de contato, como o nome sugere, é desencadeada pelo contato da pele com alguma substância que provoca uma reação local, com o surgimento de placas vermelhas, coceira, bolhas, inchaço, queimação e ressecamento do tecido ao redor da lesão. “A dermatite de contato alérgica é uma resposta imunológica de pessoas que apresentam sensibilidade a determinados produtos, como sabonetes, xampus, condicionadores, perfumes, desodorantes, maquiagem, cosméticos, produtos de látex, plantas, medicamentos, bijuterias e metais”, afirma a dermatologista. “O tratamento convencional para o problema é através do uso de medicamentos na forma de pomadas ou cremes, que serão aplicados diretamente sobre as áreas afetadas. Além disso, podem ser prescritos remédios orais e outras formulações tópicas com antibiótico para evitar o estabelecimento de infecções. Em casos mais sérios, o tratamento pode ser realizado através de fototerapia, procedimento em que são usadas luzes especiais com ação anti-inflamatória e imunossupressora para dar fim a manifestação alérgica.”

Porém, segundo a Dra. Thais Pepe, em todos os casos citados acima, o mais importante é que você procure um dermatologista imediatamente ao notar qualquer alteração em sua pele. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e um diagnostico correto e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Dra. Thais Pepe: Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.



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