Incontinência urinária: o impacto na estética íntima feminina

Conferência ministrada pela fisioterapeuta Carla Becker durante o 14º Congresso Científico Internacional de Estética e Cosmetologia – São Paulo – Brasil – 10 de setembro de 2019

Beleza íntima vai muito além de uma questão estética. A incontinência urinária afeta a qualidade de vida, diminui a autoestima e compromete o bem-estar físico, emocional e social. Hoje, é possível tratar problemas inestéticos da região íntima com o uso de tecnologias e ativos de última geração.

INTRODUÇÃO

Segundo a International Continence Society (ICS), *a incontinência urinária está definida como qualquer perda involuntária de urina pela uretra*, considerando mesmo os mínimos escapes, não apenas aqueles maiores e/ou incontroláveis.

Trata-se de problema de Saúde Pública, que acomete cerca de 5% da população mundial. Atualmente, estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros já passaram por algum Serviço de Saúde em razão desse problema.

Embora comum em ambos os sexos, estudos mostram que as mulheres são mais acometidas pela incontinência urinária.
*Ela pode ser de esforço (IUE), de urgência (IUU), mista (IUM), ou por transbordamento*.

FATORES DE RISCO como obesidade, tabagismo, atividade física de alto impacto, exercícios que aumentam muito a pressão abdominal, excesso de álcool, doenças como diabetes, cirurgias, e o enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, são alguns dos fatores predisponentes à incontinência urinária.
*Secundário a isso surgem os problemas estéticos, como o escurecimento da região genital, a redução de gordura subcutânea e a flacidez tissular na genitália externa.*

ANATOMIA DA GENITÁLIA FEMININA

Não existe uma definição anatômica como padrão de normalidade, mas as características anatômicas da genitália externa feminina podem ser motivo de sofrimento psíquico para a mulher, ocasionando prejuízo à sua autoestima e interferir diretamente em sua vida sexual.

O aparelho genital feminino é formado pelos orgaõs genitais internos e
externos.
Os orgãos internos são formados pela vagina, os ovários, as trompas de Falópio e o útero.

Nos orgãos externos está o monte de Vênus, uma elevação anterior à sínfise púbica, constituída por tecido adiposo.
A vulva engloba os grandes lábios, formados por duas dobras cutâneas longitudinais e proeminentes, formadas por tecido adiposo e conjuntivo, coberto por pele e pelos.
Os pequenos lábios são duas pregas de pele mais finas e sem pelos. Localizadas no interior dos grandes lábios, são constituídas de mucosa muito enervada e vascularizada.

Acima da abertura da uretra localiza-se o clitóris, um órgão pequeno formado pela união da parte superior dos pequenos lábios, constituído por tecido erétil que se enche de sangue aumentando de tamanho durante a excitação sexual. O clitóris é extremamente sensível a estímulos por possuir inúmeras
terminações nervosas e tem a função exclusiva de proporcionar prazer sexual.

ENVELHECIMENTO DA GENITÁLIA EXTERNA FEMININA

O envelhecimento intrínseco é um processo fisiológico e gradativo que ocorre no corpo todo incluso a região genital, tanto externa como internamente. A pele vai sofrer alterações, modificando seu aspecto externo. Surge a flacidez tissular, rugosidades e hipercromias (escurecimento da região íntima). (PINTO, MEJIA – 2012).

Com o passar dos anos ocorre diminuição dos fibroblastos, comprometendo a atividade das proteínas do colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, sendo o colágeno tipo I o seu principal constituinte, seguido do colágeno tipo II. (NERY et Al. 2013).

As fibras de colágeno são encontradas mais frequentemente no tecido conjuntivo. As fibras de elastina resistem e suportam as trações e são encontradas na derme.

O envelhecimento causa a diminuição nas fibras de elastina e o aumento dos adipócitos. (GUIRRO e GUIRRO, 2002).

Alterações nas fibras de colágeno e elastina produzem alteração direta na função do tecido conjuntivo, causando modificação na uniformidade da camada de gordura da pele levando a flacidez. (ESTRELA et al.; 2013).

A flacidez de pele em região genital feminina pode ocorrer por alterações no tecido conjuntivo durante o processo de envelhecimento natural, bem como por excesso de tensão além de sua capacidade elástica, a exemplo nos partos vaginais, piorando com a multiparidade. (MILLHEI- SER et al.; 2010).

A fisioterapeuta e professora Carla Becker realiza palestra durante o 14º Congresso Científico Internacional de Estética e Cosmetologia – São Paulo – Brasil (10 de setembro de 2019)

TRATAMENTOS ESTÉTICOS

O interesse por tratamentos estéticos para resolver ou amenizar problemas como hipercromias, excesso de gordura no monte de Vênus, flacidez nos grandes lábios e foliculite, entre outros, é crescente no mundo todo, principalmente no Brasil.

Vale ressaltar que o conhecimento e domínio das técnicas de tratamento, bem como da anatomia, fisiologia, indicações, contraindicações e da sensibilidade dessa região, é imprescindível para uma correta avaliação e escolha do tratamento adequado.

Para os profissionais que desejam ingressar na área da *Estética Íntima*, faz-se necessária uma capacitação específica. O profissional qualificado tem uma gama de opções de tratamentos com tecnologia de ponta e cosméticos de última geração para a região intima, para tratar de forma eficaz e segura esses problemas.



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