Nova técnica pode ajudar a definir tratamento adequado do câncer

médicoUm dos maiores desafios no tratamento do câncer é saber tudo sobre ele. Mesmo que a cirurgia, quimioterapia ou radioterapia removam todos os vestígios de câncer conhecidos, ainda há um risco de o câncer retornar, frequentemente em algum lugar distante do órgão de origem. Isso pode ocorrer como resultado de células circulantes tumorais (CTCs), que foram inicialmente encontradas no sangue através do microscópio há 150 anos. Elas são células cancerígenas de um tumor primário que escapou na corrente sanguínea para circular pelo corpo. Como resultado, essas células podem servir como sementes para novas áreas de câncer em órgãos distantes, fenômeno conhecido como metástase.
Segundo estudo publicado no Jama Oncology, nem todas as CTCs possuem a capacidade de pousar e estabelecer uma nova metástase em um órgão distante, algumas podem permanecer dormentes (inativas) ou serem controladas pelo sistema imunitário durante anos, às vezes para sempre.
Aplicações clínicas e de pesquisa para CTCs têm crescido ao longo das duas últimas décadas. Quando as CTCs estão presentes no sangue, sua concentração é muito baixa: uma CTC por um bilhão de células vermelhas do sangue. Uma nova técnica desenvolvida nos últimos anos permite que a CTC esteja ligada por receptores da superfície da célula cancerígena com anticorpos ligados a nanopartículas magnéticas que podem então ser separadas, contadas e posteriormente estudadas.
A detecção das CTCs podem ajudar os médicos a decidirem quais pacientes são mais suscetíveis a se beneficiar de tratamentos de câncer adicionais. A presença de CTCs em concentrações acima dos níveis específicos usando um teste chamado CellSearch está associada a resultados piores no controle da doença em pacientes com câncer de cólon (intestino grosso), mama e próstata.
A concentração de CTCs no sangue pode variar ao longo do tratamento. Ela pode servir como um marcador de quão bem um paciente está respondendo ao tratamento além de (ou ao invés de) utilizar exames de imagens. A contagem decrescente de CTC durante o tratamento significa que ele está funcionando bem, enquanto uma contagem crescente de CTC pode conduzir a uma decisão de alterar para um tratamento diferente.
A medição de CTC também pode proporcionar uma biópsia líquida, uma forma de obter amostra de células tumorais sem a necessidade de realizar uma biópsia mais invasiva por agulha. Esse método pode ser especialmente útil para os casos de câncer que são mais difíceis de alcançar com segurança. Uma amostragem de CTCs também pode incluir uma gama de células cancerígenas, enquanto uma agulha de biópsia só pode obter uma área única de um tumor específico.
Neste momento, CTCs não são amplamente medidas na prática clínica, pois é ainda um desafio detectá-las com segurança. No entanto, como o tratamento do câncer torna-se mais focado em encontrar mutações específicas nas células cancerígenas para terapias-alvo, e em notar mudanças nessas mutações ao longo do tempo, vai ser muito valioso obter uma forma não invasiva de coletar células cancerígenas apenas avaliando o sangue.
“Esta nova ferramenta poderá evitar que pacientes com câncer sejam submetidos a tratamentos ineficazes, pois individualizando a conduta terapêutica, conseguiremos saber qual quimioterapia obterá o maior índice de cura ou controle da doença antes mesmo de iniciar o tratamento”, explica o Dr. Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês.
A análise das CTCs também reduzirá os efeitos colaterais. O especialista aponta como: “Ao reduzir a exposição do paciente a múltiplos métodos terapêuticos, permitindo o uso de drogas com foco de atuação mais específico. Esta é a chamada nova Medicina de Precisão”.



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