Dia Nacional da Mamografia: diagnóstico precoce leva a 95% de chance de cura

mamografiacâncerNeste dia 05 de fevereiro é comemorado em todo o Brasil o Dia da Mamografia. A data que foi criada em 2013 à partir de um projeto de lei da Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS), tem como objetivo principal a conscientização sobre a importância da realização dos exames para a prevenção do câncer de mama. De acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Mastologia, até 95% dos casos podem ser curados quando detectados no estágio inicial. Além disso, o tratamento pode ser muito menos agressivo quanto antes for diagnosticada a doença
Para mulheres após a fase menstrual, o autoexame deve ser realizado a cada dois meses, e se possível, pelo menos uma vez por ano com o médico. Em caso de histórico na família, consulte seu médico para saber a melhor periodicidade para realizar a mamografia e/ou outros exames complementares. No geral, para mulheres acima dos 40 anos, a mamografia deve ser feita anualmente.
De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é a principal forma desta doença em mulheres em todo o mundo, e também no Brasil. A falta de diagnóstico antecipado torna o índice de morte muito mais alto. Apesar da taxa de 95% de cura nos diagnósticos precoces, de acordo com a pesquisa Ipsos / Avon, no Brasil 60% dos diagnósticos acontecem tardiamente, o que torna a causa de mais de 14 mil mortes de mulheres por ano. Isso acontece principalmente pela falta de informação, levando as pacientes a negligenciarem os cuidados com a prevenção.
Hoje, mais de 70% das mulheres eletivas têm acesso a exames em equipamentos, seja pela rede pública ou particular. Entretanto, apenas cerca de 20% realizam os exames a cada dois anos. “Hoje a tecnologia permite a detecção de tumores com antecipação o suficiente para que as pacientes possam se beneficiar de tratamentos menos traumáticos”, diz Alexandre Negreiros, gerente da divisão de Raios-X na Siemens Healthcare no Brasil. “A linha ACUSON de ultrassonografia, desenvolvida no centro de inovação da Siemens em Joinville, possui uma gama completa de soluções para imagens e saúde da mulher, contemplando imagem elastográfica e eficiência aumentada”, completa Jair Matos, gerente de produto na área de ultrassom.

Uso combinado de ultrassom com mamografia detecta mais casos de câncer de mama

Uma das publicações mais respeitadas em Medicina, o jornal The Lancet, acaba divulgar estudo japonês que analisou o diagnóstico por imagem de cerca de 73 mil mulheres com idade entre 40 e 49 anos, e risco aumentado para o câncer de mama devido à densidade do tecido mamário. A equipe liderada pelo professor Noriaki Ohuchi comparou um grupo de pacientes submetidas à combinação de ultrassom e mamografia com um grupo que fez apenas a mamografia. O resultado surpreendeu, mostrando que no primeiro grupo foram detectados 57% mais casos de câncer de mama.

Nove em cada dez casos foram diagnosticados corretamente pela combinação dos dois exames de imagem – mamografia e ultrassom. Também a sensibilidade aumentou (91,1% contra 77%), permitindo identificar tumores mais invasivos, bem como em estágios mais precoces. Sendo assim, os pesquisadores concluíram que realizar o ultrassom em conjunto com a mamografia é um meio econômico de aumentar a detecção do câncer em pacientes com mamas densas e, principalmente, aumentar a detecção da doença logo no início.

Na opinião de Vivian Schivartche, médica radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil, o principal ganho da combinação da ultrassonografia com a mamografia é a possibilidade de encontrar tumores agressivos e invasivos em estágio precoce, o que melhora consideravelmente o prognóstico de tratamento e reduz as taxas de mortalidade pela doença. Mas o grande avanço, mesmo, chegou depois da introdução da tomossíntese no Brasil. “Conhecida como mamografia 3D, a tomossíntese se provou importante aliada na detecção precoce do câncer de mama, nos permitindo visualizar tumores menores e mais agressivos – quando comparada à mamografia convencional. Agora, demos um passo ainda mais importante com a utilização de um software que melhora a visualização do exame, proporcionando um diagnóstico mais preciso de tumores muito pequenos, ainda no início da doença”.

A médica explica que o software C-View utiliza imagens da tomossíntese e produz imagens mamográficas em 2D, sintetizadas – sem necessidade de uma nova radiação e sem que a paciente tenha de fazer a mamografia convencional. Dessa forma, é possível melhorar a visualização e o diagnóstico da doença, obtendo todas as vantagens de antes, só que com menor exposição à radiação e um salto de qualidade no diagnóstico do câncer de mama. “Além de eliminar a sobreposição dos tecidos, reduzindo a necessidade de repetição de exames para maior precisão diagnóstica, hoje em dia temos melhor definição das bordas das lesões, melhor detecção de lesões sutis e melhor localização da lesão na mama. Além disso, o uso do software faz a exposição à radiação cair pela metade”.



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