Armadilhas de verão

A estação mais bonita e alegre do ano traz, junto com ela, uma maior propensão a problemas de pele e oculares, como a conjuntivite, que podem atrapalhar os passeios à praia ou à piscina. Com alguns cuidados simples, é possível evitá-los

 

shutterstock_158583380O calor e a umidade facilitam o surgimento de micoses, como a pitiríase versicolor, assim denominada porque as manchas podem ser de cor branca, marrom, rosa ou vermelha.

Elas surgem sobretudo nos ombros, costas, pescoço e peito, podendo alcançar o abdômen.

A doença também é conhecida como micose de praia e pano branco porque as áreas afetadas não bronzeiam, o que faz com que as pessoas acreditem que pegaram o fungo na praia, mas o contágio pode ter sido anterior.

 

A dermatologista Daniela Lemes, do Rio de Janeiro, explica que o fungo responsável, Massezia furfur, cria uma barreira que não deixa a pele pigmentar. “Mesmo após o tratamento – medicação oral por 30 dias, uso de creme e xampu antifúngico -, muitas vezes as manchas mais claras resistem por bastante tempo. Para as lesões residuais recomendam-se sabonete específico com ácido glicólico ou salicílico e esfoliação semanal. Pode ser feita uma média de dois a três peelings a cada 15 dias,” esclarece.

As micoses de unha, também frequentes no verão, em geral são causadas por instrumentos mal esterilizados, como tesouras e alicates. “O ideal é levar de casa todos os utensílios de manicure, inclusive lixas e palitos para remoção do excesso de esmalte,” aconselha a especialista.

Se o problema alcançar mais que 30% do local, o dermatologista prescreve medicação oral, em geral por seis meses para unhas das mãos, e até dez meses para os pés. “Além disso, é indicado tratamento tópico semanal. É importante, também, manter cuidados de rotina com o objetivo de prevenir o aparecimento de micoses,” destaca a médica.

Medidas preventivas
• Evite o uso de roupas úmidas ou molhadas por longos períodos
• Seque bem entre os dedos e nas áreas em que há dobras de pele
• Não ande descalço em pisos úmidos, como lava-pés de piscinas e vestiários
• Use calçados abertos
• Prefira meias e roupas íntimas de algodão
• Evite tecidos sintéticos, que dificultam a transpiração
• Não empreste objetos de uso pessoal, como toalhas

 

shutterstock_146779190Cuidados com os olhos
Óculos escuros são tão indispensáveis quanto o filtro solar. O ofalmologista paulista Richard Yudi Hida diz que eles evitam doenças crônicas como catarata, degeneração da retina e da mácula, que podem levar à perda da visão. O especialista ressalta que as lentes devem ser de boa qualidade para assegurar proteção adequada.
O cloro da piscina e a água salgada do mar e seus poluentes podem causar pequenos machucados na córnea e na conjuntiva, irritação e até reações alérgicas. “Após o mergulho, deve-se lavar bem o rosto, mas não dentro dos olhos,” ensina o médico.
A ocorrência de conjuntivite também aumenta. Os principais sinais são olho vermelho, inchaço das pálpebras, sensação de areia nos olhos e lacrimejamento, mas também pode ocorrer secreção amarelada. “Recomendo compressas com água fria do filtro ou mineral (não usar água boricada ou soro fisiológico) e colírios lubrificantes. Se a causa for bacteriana, são indicados colírios apropriados”, diz o especialista.
Lembre-se de…
• Manter as mãos limpas e evitar coçar os olhos
• Evitar passar protetor solar nas pálpebras
• Limpar as pálpebras diariamente com sabonete neutro para tirar a oleosidade
• Evitar abrir os olhos sem óculos próprios ao mergulhar no mar
• Óculos de natação não podem apertar o globo ocular
• Não olhar sol diretamente, mesmo com óculos escuros

Aproveitar ao máximo o melhor da estação depende de hábitos simples, facilmente incorporados à rotina. Cuide-se bem!



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