10 ácidos poderosos para rejuvenescer e tratar acne e estrias

283392_603992_acidosRetinoico, glicólico, salicílico, hialurônico, ascórbico, enfim… Os ácidos despontam, no mercado de dermocosméticos, como um dos ingredientes mais efetivos em tratamentos estéticos. Por esse motivo, fazem parte da prescrição de quase a totalidade dos dermatologistas em fórmulas antiacne, antimanchas e antiaging. “Mas a indicação e a dosagem devem ser feitas por dermatologista, assim como a orientação do modo de uso. Isso diminui a chance de irritação e hiperssensibilidade”, explica o dermatologista Jardis Volpe, da Clínica Volpe. “Além disso, muitas fórmulas com ácidos podem ter seus efeitos potencializados com outros ativos, como peptídeos, restauradores da barreira, nutritivos, entre outros”, acrescenta a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Médicos e farmacêuticos explicam a ação de 9 ácidos na pele:

Ácido Ascórbico — é a famosa Vitamina C. “O Ácido L-Ascórbico é um poderoso antioxidante, cuja aplicação tópica permite alcançar níveis que não seriam possíveis com a ingestão de frutas ou de suplementação oral de vitamina C”, explica a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas. Além disso, é responsável por frear a ação dos radicais livres, estimular a formação de novo colágeno (é cofator da síntese) e ajuda a proteger a pele dos efeitos do sol, na medida em que uniformiza o tom de pele e melhora sua textura. “Também é importante para diminuir as rugas e apresenta atividade imunoprotetora e clareadora”, explica a dermatologista Claudia Marçal. “Prefira as fórmulas que visam manter a estabilidade da vitamina, já que o composto é quimicamente instável, perde rapidamente suas propriedades em contato com a luz, o oxigênio e o calor”, completa Jardis Volpe. A farmacêutica Silvana Masiero, gerente de desenvolvimento da Under Skin, explica que o ativo Tetraisopalmitato de Ascorbila é a forma estável da Vitamina C pura. “O Tetraisopalmitato de Ascorbila apresenta quatro ésteres protegendo o núcleo (Vitamina C pura). Esses quatro vetores de cadeia carbônica (e estabilizadores do núcleo) são responsáveis pela afinidade com a camada fosfolipídica da célula da pele, o que garante a absorção, penetração e resultado”, comenta a farmacêutica, que completa: “ao entrar em contato com a pele, o ativo promove todos os benefícios da Vitamina C pura, sendo 10 vezes melhor absorvido.”

Ácido Azelaico — “É um ácido com função clareadora e seborreguladora. Usado como clareador, no trato da acne e também da rosácea”, afirma o Jardis Volpe. O ácido pode ser usado também por gestantes no controle do melasma. “Ele inibe a tirosinase (enzima responsável pela estimulação e produção da melanina), então consegue prevenir a formação do melasma (e, se presente, o ácido consegue controlar e clarear)”, explica a Claudia Marçal. “O ácido ajuda a diminuir os cravos, limpa os poros, faz a ruptura dos microcômedos, tem ação antibactericida (inibindo a bactéria que coloniza lesões inflamadas da acne) ou antimicrobiana, tem efeito anti-inflamatório, secativo e também uma ação importante também como um produto que não só trata o acne, mas clareia as manchas e sequelas de acne”, acrescenta.

Ácido Ferúlico — encontrado nas folhas e sementes de muitas plantas, especialmente farelo de milho e arroz. “Esse ácido fornece hidrogênio para a neutralização dos radicais livres, compostos estes relacionados com o envelhecimento das células, portanto é um potente antioxidante”, comenta a dermatologista. Claudia Marçal. “É usado junto com a Vitamina C, o Ácido Ascórbico, para tratamento do envelhecimento e manchas”, acrescenta Jardis Volpe. O ácido ferúlico suaviza rugas e linhas de expressão. “Quando nanoencapsulado na formulação, garante alta penetração, chegando na junção dermoepidérmica e aumentando a elasticidade com estímulo do fibroblasto”, argumenta a farmacêutica Silvana Masiero, da Under Skin.

Ácido Glicólico — é o menor alfahidroxiácido, derivado da cana de açúcar e de vegetais doces. “O ácido penetra bem na camada córnea. Ele tem ação hidratante até 4% e acima disso atua como esfoliante, renovando as células”, explica o Jardis Volpe. “Ele quebra e diminui a adesão entre os corneócitos, que são as células da primeira camada e que mantêm a coesão e aderência do extrato córneo (camada de queratina) às suas células. Com essa quebra, ele abre pontes ou portas de entrada, para que haja penetrância de tudo o que está com ele. Também favorece o processo de renovação, sendo um estimulador da neocolagênese, principalmente colágeno do tipo 1 e do tipo 3”, comenta a dermatologista Claudia Marçal. Dessa forma, o ácido tem indicação para rejuvenescimento, acne, cicatriz de acne e estrias. “O ácido glicólico torna a pele mais sensível, portanto, após seu uso, o ideal é não expor a pele ao sol sem a proteção adequada, ou isso pode causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas”, alerta a dermatologista. É contraindicado para gestantes.

Ácido Hialurônico — Esse ácido é uma glicosaminoglicana e faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras do colágeno e elastina. “Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele. Então, quando existe falta de ácido hialurônico, há desidratação da pele, tendência à flacidez, formam-se rugas, sulcos e perda de luminosidade”, explica a dermatologista. O ativo ácido hialurônico tem vários pesos moleculares e deve ser usado numa composição com diferentes pesos para atuar em várias áreas da pele. “É usado como um poderoso hidratante em fórmulas anti-idade. Sua versão lipossomada Hyaxel penetra mais na derme ajudando na elasticidade e turgor”, completa Jardis Volpe. “O Hyaxel é um ácido hialurônico fracionado vetorizado pelo silício orgânico, cuja função é intensificar a renovação epidérmica (peeling biológico natural). O ativo também possui ação preenchedora, pois potencializa as células da pele a produzir ácido hialurônico e, dessa forma, preencher as rugas naturalmente, sendo também um excelente hidratante”, completa a farmacêutica Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos. Pode estar presente em muitas fórmulas com ácidos para contrabalancear os processos irritativos e de desidratação da pele.

Ácido Kójico — considerado um clareador importante por ter uso permitido durante o verão e também na gestação. “Promove clareamento, tem ação sinérgica com outros clareadores e é um ácido que não causa irritabilidade nas concentrações de margem de segurança”, destaca a Claudia Marçal. A aplicação contínua deverá ser feita por até 6 meses. “É usado nos tratamentos de manchas e no melasma”, comenta o Jardis Volpe. Como o ácido kójico é menos irritante, mais suave e não causa fotossensibilização no paciente, possibilita seu uso até mesmo durante o dia. “Mas mesmo não causando irritação, é sempre importante utilizar o protetor solar com FPS de pelo menos 30 e reaplicá-lo de duas em duas horas”, comenta.

Ácido Mandélico — “É um alfahidroxiácido com moléculas grandes, por isso é um dos mais seguros de usar. Atua na prevenção do envelhecimento cutâneo, auxilia controle da oleosidade e manchas. É um ácido bem versátil e bom para uso corporal”, esclarece Jardis Volpe. “O ácido mandélico consegue equilibrar o processo de renovação epitelial e tem indicação anti-aging (age diminuindo o fotoenvelhecimento e o tratamento deve ser mantido por meses ou até anos para as rugas e marcas de expressão desaparecerem gradualmente)”, completa a dermatologista de Campinas.

Ácido Maslínico — Substância derivada da moagem de azeitonas, é um poderoso antioxidante e também tem ação anti-inflamatória considerável, de acordo com a farmacêutica Silvana Masiero. “As fórmulas em que o ativo está nanoencapsulado garantem alta penetração”, afirma a especialista da Under Skin. “O ácido reduz a vermelhidão de peles irritadas, principalmente após exposição solar e outros agressores ambientais. A substância age diretamente sobre a hidratação e aparência da pele, deixando-a mais macia e radiante”, comenta Claudia Marçal. Atua contra o envelhecimento cutâneo, melhora hidratação, é regenerador, estimula o turn-over e crescimento de fibroblastos e queratinócitos.

Ácido Retinóico — É o ácido de primeira escolha para a pele envelhecida cronologicamente ou fotoenvelhecida, segundo a dermatologista Claudia Marçal. “É considerado padrão ouro no rejuvenescimento domiciliar. É uma vitamina A ácida, com a finalidade de melhorar o turn over celular, fazendo com que as células cheguem mais jovens, mais oxigenadas e melhor nutridas à superfície da pele”, esclarece a dermatologista. “É um estimulador de neocolagênese, do colágeno tipo 1 e tipo 3; é um ácido que pode ser utilizado em conjunto com outros ácidos como o ácido hialurônico, mas não deve ser usado com o glicólico ou com o mandélico; e sempre num padrão com ativos que melhorem a sua irritabilidade”, comenta a dermatologista. “É usado na prevenção e no tratamento do fotoenvelhecimento, como rugas. Não deve ser usado em concentrações altas, pois seu uso crônico pode gerar sensibilidades crônicas na pele, rosácea e vasinhos”, alerta Jardis Volpe.

Ácido Salicílico — O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido e tem uma ação importante no controle da acne, principalmente da acne que forma pequenos microcistos, de acordo com Claudia Marçal. “Pode ser usado também na dermatite seborreica – o que faz um controle muito bom quando aplicado na forma de cremes, shampoos e na forma de loções. Pode ser utilizado em sabonetes ou loções adstringentes, para remoção das impurezas e para controle do extrato córneo, que é a espessura da pele e para fazer uma higienização mais profunda. E também para ter uma ação comedolítica, que é na verdade a abertura ou a ruptura dos cravos, para a saída das lesões da face”, afirma. O dermatologista Jardis Volpe acrescenta que sua ação antiacne se dá pela alta penetração na glândula sebácea. “É também um regulador da oleosidade”, acrescenta. Como o ácido salicílico afina a pele, torna-a mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta. “Por isso, recomenda-se usar protetor solar de no mínimo 30 (e maior de acordo com o fototipo do paciente) e evitar exposição ao sol”, finaliza a dermatologista Claudia Marçal.

FONTES:
*Dra Claudia Marçal — Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

*Dr. Jardis Volpe — Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School. www.clinicavolpe.com.br

*Mika Yamaguchi — Farmacêutica pela faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP – Universidade de São Paulo, é também cosmetóloga e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, empresa fornecedora matérias primas para cosméticos.

*Silvana Masiero — Gerente de Desenvolvimento da Under Skin, Silvana Masiero é Farmacêutica pela Unesp, especializada em Química Orgânica. Iniciou a carreira na área de síntese de ativos farmacêuticos e migrou para pesquisas e desenvolvimentos na Johnsons, empresa em que atuou por 19 anos desenvolvendo e liderando produtos locais, regionais e globais.



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