Aumento do bumbum: o procedimento é ou não seguro?

A procura por procedimentos para o aumento do bumbum cresceu muito no mundo todo nos últimos anos, atraindo médicos não qualificados e especializados e até profissionais não-médicos para a realização dos mesmos. O caso recente da bancária Lilian Calixto – que foi a óbito após procedimento estético em um apartamento no Rio de Janeiro – trouxe à tona a discussão do tema. Somente nos últimos 30 dias, além da bancária, outras duas mulheres faleceram após realizar esse tipo de procedimento.

De acordo com Dr. Rodrigo Rosique, cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, “quase todos os óbitos ocorreram por embolia pulmonar, ou seja, entrada do material líquido ou gelatinoso pelas veias presentes dentro do músculo glúteo, sendo levado junto com o sangue em direção aos pulmões, impedindo a oxigenação do sangue.”

O especialista, que tem trabalhos científicos sobre o aumento glúteo e sua segurança publicados no jornal científico de maior impacto dentro da cirurgia plástica (Plastic and Reconstructive Surgery Journal), explica que há dois aspectos fundamentais para a segurança no procedimento para o aumento do bumbum: o material utilizado e onde ele é colocado. “O material deve ser biológico e não gerar reação por parte do organismo. Portanto, a gordura do próprio paciente é o material preferido, pois ela, após ser enxertada, se comporta como qualquer outro tecido gorduroso presente no corpo. O ácido hialurônico poderia ser utilizado também, porém ainda tem um alto custo por ml, sendo indicado para preenchimentos menores como os faciais. Outra opção segura para o aumento glúteo é o uso de próteses médicas de silicone dentro do músculo que, por serem envolvidas por uma cápsula que não permite o desprendimento do material, impedem consequentemente a embolização deste.”

Rosique afirma que os demais preenchedores como o PMMA, silicone industrial, hidrogel, entre outros não são aprovados para preenchimentos, tanto pelas sociedades científicas quanto pelo FDA americano, pois podem gerar risco de alergia, infecção, migração, necrose de tecidos adjacentes e embolia. E faz um alerta: “mesmo a gordura, por ser líquida, se colocada de forma e em local errado pode embolizar. Por isso, um grupo de sociedades internacionais relacionadas à cirurgia plástica publicou recentemente uma série de recomendações aos cirurgiões plásticos para evitar a embolização da gordura enxertada.”

O médico explica que um dos cuidados mais importantes relacionado ao procedimento está voltado para o local onde a gordura é colocada. “Ela não deve ser enxertada dentro do músculo devido à presença de grandes veias. Os músculos possuem uma irrigação sanguínea enorme, chegando a consumir 90% do consumo de oxigênio do corpo em situações de exercício, por exemplo. Essa irrigação está relacionada à massa do músculo e o músculo glúteo máximo é o com maior massa no corpo. Assim, o risco de uma lesão inadvertida de alguma veia durante a enxertia de gordura dentro do músculo é grande e pode levar à aspiração dessa gordura e seu depósito no pulmão.”

Segundo o especialista, para evitar a lesão de veias nesse tipo de procedimento deve-se sempre injetar o material com cânulas com pontas rombas, nunca com agulhas cortantes. “A gordura deve ser enxertada na camada subcutânea, presente abaixo da pele, mas acima do músculo, pois a presença de veias nessa região é bem menor e em menor concentração também. A quantidade não deve ser exagerada para evitar a morte do enxerto (necrose) e o risco de infecção”, esclarece.

Recente e em fase de publicação, um trabalho científico com o qual Dr. Rosique colaborou, mostrou que o aumento glúteo através da enxertia de gordura apenas no subcutâneo é tão seguro quanto qualquer outro procedimento de cirurgia plástica, desde que realizado por cirurgião plástico qualificado, conhecedor da anatomia glútea e em ambiente apropriado.



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